uma garota solitária e triste, que vivia encastelada num austero colégio de freiras franciscanas.
Não conhecia amigas verdadeiras, apenas companheiras de desventuras. Rica menina pobre, porque descobriu valiosos brilhantes num lugar fantástico revelado a poucos escolhidos...
Tesouros da Juventude, Coleção Menina Moça, Coleção Rosa, Enciclopédia Delta Larrousse e Conhecer, Os Bichos, História da Humanidade, Malba Tahan, As Viagens de Gulliver, A Ilha do Tesouro, As Aventuras de Tom Sawyer, As Mil e Uma Noites, A Volta ao Mundo em 80 dias, Vinte Mil Léguas Submarinas entre tantos outros... foram os diamantes que a pequena encontrou na biblioteca do Orphanato N. Sra. da Piedade, hoje prédio da FARGS, na Rua Marechal Floriano, centro de Porto Alegre.
Viveu no internato dos seis aos quatorze anos e das poucas memórias felizes desse lugar lúgubre as de contorno mais nítido são as deleitosas horas passadas na enorme biblioteca, universo mágico habitado por seres heroicos, destemidos, inteligentes, românticos, perfeitos, conquistadores. E ela embarcava nas viagens dessas personagens para desbravar mundos e aventuras...
Era dura a vida real da menina magrela e tímida, pai ausente e mãe muito preocupada com a segurança da filha, por isso a colocou no colégio interno de onde a menina só saía aos finais de semana - para que pudesse trabalhar certa de ter deixado a garota sob os cuidados zelosos das freiras. Atendente de Enfermagem, a mãe trabalhava em hospitais diferentes em noites alternadas, fazia plantões extras alguns dias da semana e ainda tentava continuar estudando. Para quem mais confiaria o "seu" precioso tesouro? Essa mulher guerreira só queria garantir à filha vida digna e estudos.
Os tempos muitos difíceis são apenas vagos suspiros ao recordar... a menina cresceu, continuou estudando, formou-se professora, casou-se, teve dois filhos, até já perdoou o pai, o que sempre foi sem nunca ter sido e que hoje é ser pequenino e frágil precisando de cuidados e carinhos (até da filha ausente).
Contudo, a paixão pelos brilhantes também cresceu com a menina. Seus preciosos amores foram morar com ela. Tantas novas jóias chegando a cada dia foram ocupando todos os espaços até se confundirem com os móveis, as roupas... a casa foi ficando cada vez menor para abrigar tantos amigos.
E a menina que ainda vive no coração da mulher resolveu arranjar outro castelo, muito diferente daquele cerimonioso salão da infância onde os tesouros eram aprisionados em grandes armários fechados à chave, acessíveis apenas para alguns poucos privilegiados.
O castelo que a menina no coração da mulher arranjou existe de verdade, é simplesmente uma casa comum, com várias pequenas salas cheias de estantes abertas, com livros de todos os tipos ao alcance da mão... Não está localizada no centro da Metrópole, mas no bairro Restinga, próximo a Emef Dolores Alcaraz Caldas. Esse castelo acolhe a quem vier, sem distinção. E os tesouros que ele abriga também são para todos!
E essa é a História do nascimento da Biblioteca Comunitária Recanto da Pimpinha!
Não conhecia amigas verdadeiras, apenas companheiras de desventuras. Rica menina pobre, porque descobriu valiosos brilhantes num lugar fantástico revelado a poucos escolhidos...
Tesouros da Juventude, Coleção Menina Moça, Coleção Rosa, Enciclopédia Delta Larrousse e Conhecer, Os Bichos, História da Humanidade, Malba Tahan, As Viagens de Gulliver, A Ilha do Tesouro, As Aventuras de Tom Sawyer, As Mil e Uma Noites, A Volta ao Mundo em 80 dias, Vinte Mil Léguas Submarinas entre tantos outros... foram os diamantes que a pequena encontrou na biblioteca do Orphanato N. Sra. da Piedade, hoje prédio da FARGS, na Rua Marechal Floriano, centro de Porto Alegre.
Viveu no internato dos seis aos quatorze anos e das poucas memórias felizes desse lugar lúgubre as de contorno mais nítido são as deleitosas horas passadas na enorme biblioteca, universo mágico habitado por seres heroicos, destemidos, inteligentes, românticos, perfeitos, conquistadores. E ela embarcava nas viagens dessas personagens para desbravar mundos e aventuras...
Era dura a vida real da menina magrela e tímida, pai ausente e mãe muito preocupada com a segurança da filha, por isso a colocou no colégio interno de onde a menina só saía aos finais de semana - para que pudesse trabalhar certa de ter deixado a garota sob os cuidados zelosos das freiras. Atendente de Enfermagem, a mãe trabalhava em hospitais diferentes em noites alternadas, fazia plantões extras alguns dias da semana e ainda tentava continuar estudando. Para quem mais confiaria o "seu" precioso tesouro? Essa mulher guerreira só queria garantir à filha vida digna e estudos.
Os tempos muitos difíceis são apenas vagos suspiros ao recordar... a menina cresceu, continuou estudando, formou-se professora, casou-se, teve dois filhos, até já perdoou o pai, o que sempre foi sem nunca ter sido e que hoje é ser pequenino e frágil precisando de cuidados e carinhos (até da filha ausente).
Contudo, a paixão pelos brilhantes também cresceu com a menina. Seus preciosos amores foram morar com ela. Tantas novas jóias chegando a cada dia foram ocupando todos os espaços até se confundirem com os móveis, as roupas... a casa foi ficando cada vez menor para abrigar tantos amigos.
E a menina que ainda vive no coração da mulher resolveu arranjar outro castelo, muito diferente daquele cerimonioso salão da infância onde os tesouros eram aprisionados em grandes armários fechados à chave, acessíveis apenas para alguns poucos privilegiados.
O castelo que a menina no coração da mulher arranjou existe de verdade, é simplesmente uma casa comum, com várias pequenas salas cheias de estantes abertas, com livros de todos os tipos ao alcance da mão... Não está localizada no centro da Metrópole, mas no bairro Restinga, próximo a Emef Dolores Alcaraz Caldas. Esse castelo acolhe a quem vier, sem distinção. E os tesouros que ele abriga também são para todos!
E essa é a História do nascimento da Biblioteca Comunitária Recanto da Pimpinha!
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